31 dezembro 2010
29 dezembro 2010
22 dezembro 2010
às voltas com a vida à procura do eu e do Y perdidos
Nasceu em Samba, Angola em 1975 uma hora antes da maternidade ser bombardeada e começou a sua busca incesante pelo Eu. Solta a primeira gargalhada muito cedo e repetidamente sempre que ouvia um tiro de morteiro ou alguém se aproximava de si no escuro da casa para averiguar se estava bem.
Por guerras que nunca compreendeu, deixou para trás a terra que mal a vira nascer e onde "bebeu água do Bengo", os cães, o macaco e a mangueira que tantos lanches proporcionou aos outros e rumou ao Puto, escoltada pelo exército até ao aeroporto de onde veio a berrar a bons pulmões até Lisboa. (90% dos passageiros solteiros nunca casaram e 10% nunca tiveram filhos)
É já em Lisboa que perde o Y e passa a chamar-se Iolanda, Eulanda, Orlanda,... entre outros.
Embora Lisboa seja a cidade da sua vida, opta por viver no deserto do campo, certamente por traumas de infância. Concluiu os estudos secundários e decide entrar para a faculdade mas rapidamente desiste da ideia e inicia a sua vida profissional.
Começa por trabalhar no mundo encantado dos brinquedos onde desenvolveu, organizou e assegurou em 1994 a transicção do sistema de faturação manual para o sistema de faturação informático, programa onde ainda atualmente a Concentra fatura os milhares de brinquedos que vende. Mais tarde, apoia nas gravações dos muitos anúncios comerciais que hipnotizam os mais pequenos no Natal.
Daí saltou para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa onde trabalhou no Departamento de Ciência dos Materiais e nos Centros de Investigação de Materiais, Cemop e Cenimat, com a Professora Elvira Fortunato e com o Prof. Dr. Rodrigo Martins na área de orçamento de projectos de investigação científica do Ministério para a Ciência e a Tecnologia, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, NATO e com diversas Universidades Europeias nomeadamente Eindhoven University of Technology, École Polytechnique Paris Tech e Laboratoire de Physique des Interfaces et Couches Minces. Organiza o IV European Workshop on Dusty and Colloidal Plasmas que se realizou em Junho de 2000 na Costa de Caparica e compila os artigos do Workshop para publicação pela Trans Tech Publications na Materials Science Forum.
Mais tarde associa-se à família e experimenta novas áreas e perspectivas da psicologia de públicos mas depressa desiste porque não tem vocação para psicóloga.
Envereda pelos espetáculos e começa por aprender o b a ba da parte técnica com a melhor mestra, sempre rodeada por excelentes profissionais. Daí segue para a Direção de Cena onde continua a aprender e segue com dedicação e carinho o trabalho que realmente gosta.
Neste momento continua à procura do Eu, a tentar impor o Y e a ser uma curiosa, gosta de Produção, animais, paz e baldes!
18 novembro 2010
11 novembro 2010
o último Adeus
04 novembro 2010
24 outubro 2010
FIM DE CICLO
Nem tudo o que termina é mau. Pode até ser tão bom, que nos leve a sentir novamente o cheiro da liberdade.
ESTOU FELIZ!!!
tenho tantas saudades de mim e de todos vocês meus bons amigos e amigas.
Obrigada por me porem "à margem" a saborear...
Obrigada por perguntarem como estou e ficarem para ouvir a resposta.
Obrigada pelos abraçinhos que mimam,... e mimo é tão bom.
Obrigada por sentirem saudades para que tudo me fosse facilitado.
Obrigada por terem sempre um ouvido para emprestar e nunca me terem cobrado quando não bebi dos vossos conselhos,... e tantas foram as vezes que os ofereceram.
Obrigada por existirem e por serem vós próprios,... os meus amigos.
OBRIGADA!

Imotion imagens
24 setembro 2010
Finalmente.... o significado dos disparates que ouvimos....
Alevantar O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.
Amandar O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'
Aspergic Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim... Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar Tropeçar duas vezes seguidas.
Êros Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes... Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES..
Fracturação O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
Há-des Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'
Inclusiver Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.
Mô A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?
Nha Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.
Númaro Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Perssunal O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio Aperitivo da classe do 'mindoím'.
Prontus Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.
Quaise Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...
Tipo Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
Quanto à ideia da recolha de assinaturas para incluir a palavra MUDASTI no dicionário, acho poucachinho. Não devia ser só essa, temos tantas outras que ficavam bem melhor acabadas em i. FALASTI, PENSASTI, ASSINASTI, AGISTI, i pá tou a gostar disti.
Parece um movimento para que passemos a falar todos mal, mas não é!
É somente a evolução da Língua Portuguesa no seu melhor.
Já dizia o Einstein "IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO".
Somos mesmo um povo de descobridores e inventores....
05 setembro 2010

ao Grande Mestre,
Agradeço ter autografado por mim também (gostei da coincidência) esta citação que concordo, apliquei, aplico e aplicarei sempre porque não ocupa lugar e porque só se for bem preenchida, uma vida se pode tornar "longa".
09 julho 2010
Para a próxima quero a vida ao contrário
"Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bebé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "soa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo ... " Woody Allen
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