30 setembro 2007

o eterno rebelde



James Byron Dean





"Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer amanhã."





"Viver o mais intensamente, arriscar sempre.



Se tivesse 100 anos para viver, eu não teria tempo para fazer tudo o que quero fazer."




Fez a eterna viagem, ao volante do seu Porsche, à 52 anos.


James Dean é, ainda hoje, considerado um ícone cultural.

E que ícone!

26 setembro 2007

Tormentas

No percurso da História, as tormentas caminharam sempre lado a lado com as gentes.


alegre desespero


"Compreende-se

que lá para o ano três mil e tal

ninguém se lembre de certo Fernão barbudo

que plantava couves em Oliveira do Hospital,

ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores

que tirou um retrato toda vestida de veludo

sentada num canapé junto de um vaso com flores.


Compreende-se.


E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto


(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)

com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,


e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,

e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,


e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,


que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,

e passavam a vida inteira a fazer guerras,


e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,

e o resto tudo por aí fora,

e a Guerra dos Cem Anos,

e a Invencível Armada,


e as campanhas de Napoleão,

e a bomba de hidrogénio,

e os poemas de António Gedeão.

Compreende-se.



Mais império menos império,

mais faraó menos faraó,

será tudo um vastíssimo cemitério,


cacos, cinzas e pó.


Compreende-se.


Lá para o ano três mil e tal.


E o nosso sofrimento para que serviu afinal?"


António Gedeão


Continuamos a caminhar lado a lado mas, as nossas tormentas estão a globalizar-se.

As tormentas que todos partilhamos são a saúde e a segurança do nosso planeta.

Enfrentamos um problema cuja "solução" está nas mãos de todos e de cada um.

Neste processo, como em tantos outros , os "umbigos d'ouro" são o maior obstáculo.


depois da eleição de George W. Bush muitos Americanos

publicaram textos e fotos com pedidos de desculpa ao mundo.

Obrigada por terem tentado,

espero que na próxima consigam.

Kyoto e a Paz estão à espera!



25 setembro 2007

Robert Ryman em exposição

Ainda se lembram da fantástica tela em branco de Robert Ryman?


(que bem que esta ficava na parede branca do meu quarto.)
Relembro a crítica:“ (os parafusos) fazem parte integral da composição nu, que tem por finalidade libertar o quadro de qualquer traço ilusório de pintura. (…) Dá ao espectador uma grande tranquilidade, que é constante na sua intensidade; (…) demonstra a interacção única entre a planura da superfície do quadro e a parede lisa por trás. A relação da obra com o Minimalismo é revelada pela ausência de emoção e ilusão na sua construção. (…) Concentra-se na ênfase dada às qualidades dos materiais usados.”
Pois bem, desta vez não é uma "Camada de esmalte branco aplicado numa folha de alumínio apenas fixada à parede por parafusos de metal", mas sim uma exposição.


O Ryman é muito talentoso e imaginativo.
Aproveito para expor, pela primeira vez, o caderno de esboços do R. Ryman.








23 setembro 2007

YOLANDA no CAFé SIMONE

à falta da versão com o Chico Buarque, fica esta dupla bombástica.
Gosto!

A declaração de amor

é uma linda história de amor!

espreite aqui
http://marieclaire.globo.com/edic/ed116/rep_inspiracao4.htm

Iolanda

Esta canção
Não é mais que uma canção
Quem dera fosse uma declaração de amor
Romântica
Sem procurar a justa forma
Do que me vem de forma assim tão caudalosa
Te amo, te amo
Eternamente te amo
Se me faltares
Nem por isso eu morro
Se é pra morrer
Quero morrer contigo
Minha solidão
Se sente acompanhada
Por isso às vezes sei que necessito
Teu colo, teu colo
Eternamente teu colo
Quando te vi
Eu bem que estava certo
De quem me sentiria descoberto
A minha pele
Vais despindo aos poucos
Me abres o peito quando me acumulas
De amores de amores
Eternamente de amores
Se alguma vez
Me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo
Que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda
Eternamente Iolanda
Iolanda
Eternamente
Iolanda
Eternamente
Iolanda

Pablo Milanés, versão de Chico Buarque e Simone
Álbum Desejos - 1984

20 setembro 2007

PABLO MILANÉS - Yolanda

- a original

Esto no puede ser no mas que una canción
quisiera fuera una declaración de amor
romántica sin reparar en formas tales
que ponga un freno a lo que siento ahora a raudales
te amo, te amo
eternamente te amo

Si me faltaras no voy a morirme
si he de morir quiero que sea contigo
mi soledad se siente acompañada
por eso a veces se que necesito
tu mano, tu mano
eternamente tu mano

Cuando te vi sabia que era cierto
este temor de hallarme descubierto
tu me desnudas con siete razones
me abres el pecho siempre que me colmas
de amores, de amores
eternamente de amores

Si alguna vez me siento derrotado
renuncio a ver el sol cada mañana
besando el credo que me has enseñado
miro tu cara y digo en la ventana
Yolanda, Yolanda
eternamente Yolanda

Yolanda, eternamente Yolanda
eternamente Yolanda

Pablo Milanés




13 setembro 2007

O'Que'Strada

Desde há uns anos que acompanho o trabalho destes músicos de Almada, entre eles está um amigo dos bons tempos de Investigação na FCT/UNL, em Abril deste ano deliciei-me com os O’que’Strada na Incrível Almadense, fui vê-los quase todas as noites e posso garantir que assisti sempre a um espectáculo diferente. Uma noite na Incrível a Miranda prescinde das luzes da sala, pega num candeeiro de secretária para servir de holofote, ilumina a sua cara no escuro daquela sala e começa a cantar.
Em Agosto voltei a cruzar-me com eles na Tasca Móvel no CCB e lá estavam “Lima o guitarra à portuguesa mais alto do mundo, Miranda a adorável, Pablo e a sua contra-bacia, Donatelo e seu acordeão e Zeto o homem do pescoço de aço”.
Estes músicos energéticos e populares contagiam-nos com a sua boa disposição e alegria e presenteiam-nos a cada espectáculo com originalidade.

Acrescentei-os a Musicalidades para poderem conhecer melhor o trabalho.

10 setembro 2007

O fabricante de pequenas maravilhas



Desde os anos 80, Jacinto Pereira Tadeu ou Sr. Jacinto, como é conhecido em Setúbal, costuma expor entre Abril e Setembro nas escadas laterais da igreja de S. Julião na Praça do Bocage, as suas obras de arte.

Preciosas miniaturas de bicicletas feitas em arame que molda com a ajuda de um alicate.
Esta arte aprendeu-a ainda puto numa breve passagem que fez pelo Seminário do Bom Jesus de Braga.
Os primeiros exemplares “foram tirados de uma enciclopédia”, que perdeu quando chegou a hora de deixar pensões e arranjar casa.

Este candidato a padre saiu um excelente artesão.

As minúsculas letras que pinta nos melhores exemplares de cada modelo, já o fizeram ganhar 10 contos numa aposta com um veraneante que teimava serem autocolantes.


A sua paixão por esta arte é tão grande que o leva a confessar:
“Se fosse rico! Continuava a fazer bicicletas pequeninas.”

Eu apaixonei-me por esta pretinha com Setúbal - Portugal escrito a branco.

03 setembro 2007

Gargalhadas da época com fondue de chocolate com morangos e gelado







INGREDIENTES:



6 amigos
6 doses de boa disposição em calda
1kg de sorrisos frescos
500 g de gelado de morango
2Kg de morangos
gargalhadas q.b.
200g de curiosidade
2 tabletes de chocolate para fondue
450g de alegria
6 convites



MODO DE PREPARAÇÃO:

Prepare a curiosidade em doses iguais, adicione aos convites e distribua pelos seus amigos.

Deixe apurar umas horas.

Lave os morangos, deixe-os escorrer e retire-lhes o pé ou não.

Quando os amigos chegarem, comece por decorar o ambiente com boa disposição e alegria em doses uniformes e deixe a marinar cerca de uma hora em local fresco.

Entretanto, prepare o fondue de chocolate e corte os morangos em metades.

Disponha-os de uma forma divertida junto com bolas de gelado e brinde com o fondue de chocolate.
Adicione gargalhadas a gosto e polvilhe com sorrisos frescos.



Bom apetite!