07 junho 2008

Somos assim ponto final

Peso a mais e dores de dentes foi coisa que nunca me tinha acontecido, até há bem pouco tempo. O dente do juízo resolveu dar sinal de vida (estava a ver que não aparecia quem fizesse de mim uma rapariga atinada).
Agora dou razão a todos aqueles que dizem que é uma dor insuportável porque é, de facto, a pior dor do mundo.
Eu preferia fazer dois partos de seguida.
Mas peso a mais, humm...nnnão, não sei de nada! Não vi.
Contudo já me habituei e estou preparada para tempestades e furacões. Até aí tudo bem!
Aquilo a que me é difícil habituar é à necessidade das mulheres que são roliças e fazem dietas para emagrecer, criticarem constantemente a magreza, às magras.
Nunca vi na vida uma magra dizer a uma roliça, - ai! credo!
E acreditem que também nos faz confusão, só não comentamos porque, nós também cometemos excessos e enchemo-nos de doces mas,... continuamos magras!
Somos assim ponto final




“No almoço, uma baita lasanha de presunto. Para o lanche, hambúrguer com batatas fritas. Na hora do jantar, bife, panquecas de queijo e uma farofinha para acompanhar. Ah, não pode esquecer da sobremesa. Enquanto a maioria das mulheres vive uma eterna luta contra a balança, outras comem de tudo e um pouco mais. Sem peso na consciência, devoram as delícias fritas, empanadas e gordurosas das quais tanto fugimos. Deu inveja? Nada disso! O que poderia parecer um privilégio, não passa de sofrimento. Magrinhas, elas têm dificuldade para engordar um quilo que seja.

Para quem vive às voltas com dietas mirabolantes, querer engordar pode parecer loucura. Mas quem sai em busca de uma calça 36 sabe como é difícil manter um pouco de volume no corpo. Que o diga a assessora de imprensa Adriana Menezes, 28 anos. Com 1,63 metro, Adriana já chegou a pesar parcos 48 quilos. "Estava muito magra, me sentindo péssima. Foi quando resolvi fazer um regime para engordar. Demorei um ano até conseguir ganhar um pouco de peso", conta a assessora, hoje com 52 quilos. Mas não pense que o regime acabou. Adriana luta diariamente para manter os quatro quilos adquiridos. "Como muita batata, pão, açaí e banana.
Tudo o que existe de mais calórico", esnoba.

No cardápio de Adriana, não podem faltar doces. "Chocolate todo dia, nem que seja uma barrinha. E, além das refeições, tomo Sustagem com leite. Produtos light, nem pensar!", vai logo avisando. As idas ao supermercado são cercadas por cuidados. Adriana faz uma busca por alimentos recheados de gordura, açúcar e calorias. "Mesmo tendo engordado quatro quilos, ainda estou magra. Por isso, costumo olhar as embalagens, dando preferência ao que tiver maior valor calórico. Se não tomar esse cuidado, em dois dias perco um quilo", explica, mesmo sabendo que muita mulher não vai chegar nem perto de entender.

A assessora vive o sonho de qualquer uma. "Levo um mês inteiro comendo feito louca. Isso, para ganhar um único quilo. Sempre sofri para ganhar peso. Fiz dieta de engorda a vida inteira. Durante a infância, meu apelido era pipa: se batesse um vento, voava", ri de si mesma Adriana, que resolveu fazer as pazes com o espelho. "Fui uma adolescente complexada. Pernas finas, pouco quadril e nenhum bumbum. Nas festas, enquanto as mais redondinhas arrumavam namorados, eu ficava sozinha. Cheguei até a usar calça de cotton por baixo do jeans, só para dar mais volume. Me sentia um patinho feio", recorda.

Um metabolismo como o de Adriana pode parecer o ideal para quem está acima do peso. Mas a dificuldade para engordar pode se tornar um grande inimigo do organismo, assim como da auto-estima. Ao contrário do que se imagina, ganhar peso não se resume a comer muito.

Apesar das reclamações sobre a falta de gostosura, as mulheres de metabolismo acelerado sabem das vantagens de poder cometer o pecado da gula diariamente. "Acho que sofro menos do que quem luta para emagrecer. Pelo menos posso comer de tudo, sem crise. Não consigo seguir regras, como o que tenho vontade. Se eu tivesse tendência a engordar, não ia dar certo", percebe a assessora Adriana Menezes. Da próxima vez em que for reclamar da calça que ficou larga, lembre-se do suplício das cheinhas.


Para acompanhar o pensamento, um bolo de chocolate" (ou um delicioso folhado de maçã com nozes regado com mel)", para ser devorado sem dó nem piedade."


Laura Cavallieri in http://www.bolsademulher.com/









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