ao que parece esta aconteceu mesmo, aí pelos anos trinta:
Um padre malandreco e rapioqueiro, esquecido do sagrado dever do celibato, andava de olho arregalado numa moçoila da paróquia.
Aborrecida das perseguições do senhor prior, a rapariga relatou ao pai o sucedido.
O pai da moça era provinciano, mas não era parvo. Ensinou à filha dois ou três truques para se defender do assédio do servo de Deus na terra, disse-lhe para não pensar mais no assunto. Engendrou um pretexto, organizou uma festa familiar, convidou o padre.
A um repasto opíparo, convinha uma inovação: Uma sedutora garrafa de vinho cintilava à frente de cada convidado. Em pleno almoço, impunha-se uma saudação: Mandou encher os copos, levantou-se, ergueu o seu bem alto, brindou aos presentes. Saltaram uns estalidos de língua, uns ahhhh correram em redor.
O eclesiástico era o convidado de cerimónia; o dono da casa perguntou-lhe:
- Então, senhor prior, que tal lhe parece esta pinga?
O padre parecia comprometido. Vacilava entre a cortesia e a franqueza.
- Excelente!... - Fez uma pausa e completou: - Contudo, parece ter um gostinho...
- Veja lá como as coisas são, senhor prior!... - disse o anfitrião. A seguir rematou: - Pois olhe que esse é do mesmo barril onde o senhor queria meter a torneira.
Fonte: anedotário lusitano
5 comentários:
Que castigaço! Bolas!
Os pais são muito protectores com as meninas dos seus olhos. A fé dele falou mais alto que a do "padre".
QUE CENA!
Excelente, amiga Yo.
Beijinhos.
Olá Cat,
cá se fazem, cá se pagam.
kss
Olá Pinguim,
achei esta história hilariante.
Tinha conhecimento de muitas investidas de padres nas moçoilas mas desconhecia que alguém tivesse
"tomates" para enfrentar um padre desta maneira.
Beijinho
Yo
EHEHEHEH!!
Muito boa!
:)
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