07 agosto 2007

moral da história...

Quando era pequena era costume contarem-me muitas histórias, algumas que gostava mais, outras menos. Confesso que nunca achei muita graça a histórias com princesas e abóboras e coisas do género. A princesa tinha uma vida mais ou menos complicada mas tudo acabava em bem, casava com o príncipe e viviam felizes para sempre, bla, bla, bla…espremido não deitava sumo.
Modo geral, as histórias lá em casa eram contadas pelo meu pai e ele fazia questão de acabar as histórias com: Moral da história….
Um dia contou-me esta:

Um burro caiu num buraco. O animal ficou ali a zurrar durante horas, enquanto o dono pensava o que a fazer.
Finalmente, o fazendeiro resolveu que, como o animal era velho, e o buraco precisava de ser coberto de qualquer maneira, ele simplesmente enterraria o burro velho ali. Pegou numa pá e começou a encher o buraco. O burro continuava a zurrar, mas de repente ficou em silêncio.





Cada pá de terra que lhe batia no lombo, ele sacudia-a para o chão e pisava em cima. Finalmente, o monte ficou alto o suficiente para que ele pudesse sair do buraco. E nunca mais ninguém o viu por aquelas paragens.




Moral da história: mesmo que não vejas solução para o teu problema, não desistas, continua a lutar e conseguirás.

3 comentários:

João Roque disse...

Adorei a história.
É uma boa ideia contar isto a certos "espertos" que para aí andam, julgando que os que os rodeiam são todos uma camada de asnos. Enganam-se, pois mesmo os burros, disso muitas vezes só têm o nome, e por conveniência própria, como neste caso.
Beijoquitas.

r.porter disse...

Olá Pinguim,
Pela minha parte, sempre que é própria a história do burro vem à "baila".
O saber não ocupa lugar e como ninguém nasce ensinado, há que aproveitar que alguém nos ensina.
Tento aprender uma coisa todos os dias, hoje aprendi que 太陽 é sol em japonês e que os crocodilos também voam, mas voam baixinho. :)
Beijinho

RIC disse...

Ah, que história edificante!
«Atrás de mim virá quem te ensinará»... poderia também ser a lição a tirar pelo dono do burro, se acaso fosse capaz... Rsrsrs!
Já essa dos crocodilos voarem baixinho vais ter de me explicar, se não for grande o incómodo...
Um beijinho! :-)